Os atendimentos na Unidade Hospitalar de Tabatinga (UHT)/Maternidade Celina Villacrez Ruiz foram retomados após uma paralisação parcial que afetou serviços essenciais de saúde. Apesar da normalização, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) continua investigando os atrasos nos pagamentos às empresas terceirizadas responsáveis por parte da assistência médica.
Nesta sexta-feira (17), a promotora de Justiça Taize Moraes Siqueira, titular da 2ª Promotoria de Justiça de Tabatinga, realizou uma inspeção na unidade para verificar a situação e acompanhar as providências adotadas após a interrupção dos atendimentos.
Quais serviços foram afetados? A paralisação atingiu áreas importantes do hospital, como: Clínica médica;
Ortopedia;
Ultrassonografia;
Neonatologia.
De acordo com o MPAM, a suspensão ocorreu devido ao atraso nos repasses financeiros às empresas contratadas para prestar esses serviços.
MPAM cobra explicações do Governo e da direção do hospital Após tomar conhecimento da situação, o Ministério Público instaurou um procedimento para apurar os fatos e enviou ofícios ao Governo do Amazonas, à direção da unidade hospitalar, à Secretaria Municipal de Saúde e à empresa responsável pelo corpo clínico.
Entre as informações solicitadas estão: situação dos contratos vigentes;
cronograma para pagamento das dívidas;
documentos sobre os repasses;
impactos causados pela interrupção dos atendimentos.
Atendimento foi retomado, mas problema financeiro continua Durante a vistoria realizada nesta sexta-feira, a promotora confirmou que os serviços já haviam sido totalmente restabelecidos após aproximadamente 24 horas de paralisação.
No entanto, segundo o MPAM, a situação financeira das empresas terceirizadas continua preocupante devido aos atrasos nos pagamentos.
"Verificamos que diversas empresas contratadas para a prestação de serviços de saúde enfrentam atraso nos repasses, havendo casos de inadimplência referentes aos meses de novembro e dezembro de 2025, além de abril, maio e junho de 2026", afirmou a promotora de Justiça Taize Moraes Siqueira.
Caso segue sob investigação
O Ministério Público informou que continuará acompanhando o caso até que a situação seja regularizada. Após analisar os documentos e informações solicitados aos órgãos responsáveis, o MPAM poderá adotar novas medidas, como a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) ou, se necessário, ingressar com uma Ação Civil Pública (ACP) para garantir a continuidade dos serviços de saúde à população.
Foto: Divulgação/MPAM





