A Justiça Federal decidiu manter a prisão preventiva de Rubén Dario da Silva Villar, conhecido como "Colômbia", acusado de participar dos assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. A decisão foi assinada na última quinta-feira (9) pela Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Tabatinga, no interior do Amazonas.

A defesa solicitou a revogação da prisão preventiva e pediu que a medida fosse substituída por outras restrições previstas em lei. No entanto, o pedido foi negado após parecer do Ministério Público Federal (MPF), que defendeu a permanência do acusado na prisão.

Ao justificar a decisão, a juíza afirmou que os motivos que fundamentaram a prisão continuam válidos. Segundo ela, permanecem os indícios de participação de Rubén Villar no duplo homicídio, circunstância já reconhecida na decisão que levou o caso a julgamento pelo Tribunal do Júri.

A magistrada também destacou que o acusado responde a outro processo, no qual é apontado como suposto líder de uma organização criminosa investigada por ameaças, atos violentos e homicídios. Para a Justiça, esse histórico reforça o risco à ordem pública e justifica a manutenção da prisão.

Outro ponto considerado foi a possibilidade de fuga. Conforme o processo, Rubén Villar é colombiano e mora na região da tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, uma área de intensa circulação de pessoas e com fiscalização migratória mais complexa. Na avaliação da Justiça, essa condição pode dificultar a aplicação da lei caso ele seja colocado em liberdade.

Além de manter a prisão preventiva, a Justiça Federal abriu prazo para que o Ministério Público Federal, a assistência de acusação e a defesa se manifestem sobre um possível desaforamento do julgamento. Caso o pedido seja aceito, o Tribunal do Júri poderá ocorrer em outra comarca.

Fonte: Radar Amazônico.