O Instituto Mamirauá realizou, em Tefé (AM), o 17º Encontro de Manejadores e Manejadoras de Pirarucu do Médio e Alto Solimões. O evento reuniu mais de 160 participantes para discutir a proteção dos territórios de manejo, conservação dos estoques naturais e preparação para a temporada de pesca de 2026.

Realizado na quinta-feira (23), o encontro apresentou pesquisas sobre os impactos de eventos climáticos extremos, além de iniciativas para melhorar a qualidade, a segurança e a rastreabilidade do pescado manejado. Também foram entregues pelo Ibama as autorizações para a pesca do pirarucu em 2026.

Segundo o Instituto Mamirauá, a previsão para 2026 é de redução da captura em relação ao ano anterior. A medida busca adequar a oferta às condições de comercialização e ampliar o valor do produto, e não está relacionada ao desempenho dos grupos de manejadores.

Novo sistema reforça vigilância

Durante o encontro, o Programa de Manejo de Pesca do Instituto Mamirauá apresentou um sistema digital para registrar ocorrências durante as ações de vigilância. A ferramenta, utilizada desde março, permite inserir pelo celular informações como localização, fotografias e detalhes das ocorrências.

De acordo com o Instituto, os registros podem ser compartilhados com órgãos como Ibama, Ministério Público, IPAAM e Sema de forma mais rápida, facilitando a adoção de medidas de fiscalização.

Manejo sustentável

O Instituto Mamirauá desenvolve pesquisas e ações de manejo sustentável e participativo do pirarucu desde 1998, unindo conhecimento científico e saberes tradicionais.

Atualmente, mais de 200 comunidades do Médio e Alto Solimões participam das atividades de manejo em municípios como Tefé, Uarini, Maraã, Fonte Boa e Jutaí. As ações incluem monitoramento dos estoques, conservação dos ambientes e acompanhamento das atividades realizadas pelas comunidades.

Foto: (Divulgação)

Por Redação SIMCOM